Exposição José Resende

Em agosto, dia 12, às 20 horas, com mostra até o dia 11 de setembro, a Paulo Darzé Galeria de Arte inaugura exposição de esculturas do artista José Resende. Para o crítico Ronaldo Brito, "(...) cada escultura de José Resende é uma empresa que se decide por si mesma: a evidência singular íntegra é o que sustenta e eventualmente redimensiona a inteligência 'incerta' do conjunto. O seu impacto inicial deriva exatamente da impressão de dar forma ao instável e ao contingente. Ou antes, em termos mais acurados, de exibi-los tão fluentemente enquanto fatores de coesão estrutural".


Paulo Darzé Galeria de Arte
Rua Dr. Chrisippo Aguiar 8, Corredor da Vitória Salvador - BA.
Tels:. (71) 3267-0930 / 9918-6205
http://www.paulodarzegaleria.com.br/

Documentário sobre Vik Muniz faz sucesso ao juntar arte e lixo

O documentário “Lixo Extraordinário”, da diretora inglesa Lucy Walker, foi o de maior sucesso no Festival de Paulínia- SP essa semana, tendo sido aplaudido de pé durante todos os créditos.
O filme acompanha o artista plástico Vik Muniz num longo trabalho de criação junto a catadores de lixo de um aterro sanitário do Rio. Unindo elementos quase opostos e com abordagem artística e social, arrebatou ainda o prêmio de melhor documentário (pelo público), no maior festival de filmes independentes dos Estados Unidos, o Festival de Sundance e também de melhor filme no Festival de Berlim.
O processo do trabalho de Vik no aterro sanitário deu origem à série de retratos “Pictures Of Garbage”, que teve as imagens reproduzidas em estúdio e leiloadas no valor de mais de US$ 250 mil, que foram doados aos catadores. Alguns trabalhos da série podem ser vistos até o dia 8 de agosto no Espaço Cultural da Universidade de Fortaleza-CE.

Museu da Imagem e do Som - MIS

ROJO®NOVA - Cultura Contemporânea
Em cartaz a exposição ROJO®NOVA, um projeto work in progress em que diversos artistas ocupam os espaços do museu. MOMO, Lucy McRae, Base-V, Dante Horoiwa, Yuske Imai, Tatto Corbett, Flavio Samelo, Sosaku Miyazaki, Matt Moore aka MWM, Anna Taratiel aka OVNI, HighGraff, Coletivo Suspenso e Felipe Brait desenvolvem seus trabalhos ao longo desta semana.

ROJO®NOVA: música e live cinema
O projeto ROJO®NOVA engloba também um line up de músicos e artistas nacionais e internacionais apresentando as últimas tendências em arte sonora, música e audiovisuais. 310k, Quayola, Modern Witch e B. Fleischmann se apresentam ao longo desta semana. Ingressos a venda na bilheteria do MIS.

Kinolounge: Pixel Pixo – Poesia Pixel
O MIS e a Kinoforum apresentam Pedro Paulo Rocha, Caleb Mascarenhas, Fernando Falcoski e Danilo Barros em um espetáculo multimídia que combina live cinema, performance, grafismos e música ao vivo. A apresentação tem como tema o trajeto de um grupo de pichadores pelo labirinto urbano de uma metrópole.

Cinema e Matemática
Ministrado por Marcelo Masagão, o workshop propõe a análise de longas-metragens a partir de parâmetros matemáticos e de dados estatísticos. Inscrições aberta.

Ciclo de workshops Mapa do Jogo: A Imagem nos Games
O workshop propõe aos participantes desenvolver um roteiro e criar ambientes virtuais realistas, usando ferramentas da criação de imagem em 3D. Aborda conceitos da linguagem visual nas escolhas artísticas na produção imagética dos videogames. Inscrições abertas.



Mais informações: http://www.mis-sp.org.br

Pinakotheke Cultural apresenta Wesley Duke Lee

Música no Vale do Café

Fazenda Cachoeira Grande

Entre os dias 23 de julho e 1º de agosto acontece a oitava edição do Festival Vale do Café, de Música e Gastronomia, com direito a exposições de obras de arte, cursos de música, palestras e o tradicional cortejo de tradições. Tudo isso acontece nas centenárias fazendas do ciclo-do-café no Vale do Paraíba, em praças públicas e igrejas de diversas cidades da região: Vassouras, Valença, Rio das Flores, São João da Barra, Conservatória, Miguel Pereira, Paty dos Alferes. Vassouras continua sendo o epicentro, com eventos diários, dos mais diversos estilos.
O número de fazendas participantes aumentou este ano, de 12 para 14, informa a idealizadora do festival, Cristina Braga, acrescentando que os concertos que aconteciam de sexta a domingo, agora incluem a quinta-feira. A direção artística do festival é do maestro Turíbio Santos.

Fazenda Florença

São as seguintes as fazendas participantes: Cachoeira Grande, Cananéia, Florença, Guarita, São João da Barra, Monte Alegre, Mulungu Vermelho, São João da Prosperidade, São Fernando, São Luiz da Boa Sorte, Santo Antonio, Pão Grande, da Taquara, Vista Alegre.
Na fazenda Monte Alegre, casa do escultor Gabriel Fonseca, estará em cartaz, durante o Festival Vale do Café, a exposição “In Natura”, com obras de Fonseca e outros dez artistas. As obras de arte ficarão espalhadas pelos jardins e também numa galeria montada pelo escultor.
Maiores informações: http://www.festivaldocafe.com/.

João Ubaldo Ribeiro patrono da 23ª Feira do Livro de Santa Cruz do Sul

O premiado escritor João Ubaldo Ribeiro vai ser o patrono da 23ª Edição da Feira do Livro de Santa Cruz do Sul - RS, com o tema “Ler é 10”, que será ralizada esse ano, de 28 de agosto e 5 de setembro na Praça Getúlio Vargas.
O Patrono já conquistou o Prêmio Camões , nasceu no dia 23 de janeiro de 1941 em Itaparica, na Bahia. É escritor, roteirista , professor e membro da Academia Brasileira de Letras.
João Ubaldo é ganhador do Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa e tem algumas obras adaptadas para a televisão e para o cinema.
É autor de romances como Sargento Getúlio, O Sorriso do Lagarto, A Casa dos Budas Ditosos e Viva o Povo Brasileiro, tendo sido, esse último, destacado como samba-enredo pela escola de samba Império da Tijuca, no Carnaval de 1987.
A cada ano, durante nove dias, a Feira do Livro movimenta a vida cultural de Santa Cruz do Sul com uma vasta programação e já trouxe a cidade nomes consagrados do mundo da literatura, como Charles Kieffer, Luiz Fernando Veríssimo, Lia Luft, Marta Medeiros e Moacyr Scliar .
Além dos escritores, a Feira é enriquecida com espetáculos teatrais, musicais, palestras, oficinas e contagem de histórias, que transformam este evento em uma verdadeira maratona cultural.
A comissão organizadora do evento é formada pelo Sesc, Secretaria Municipal de Educação e Unisc e esse ano a expectativa é receber cerca de 60 mil visitantes.

Leonardo Monteiro - Ação Nº 08

Paisagem Concreta

Paisagem Concreta
Está no Teatro I do Centro Cultural Branco do Brasil,"Paisagem Concreta", o novo espetáculo do Atelier de Coreografia, dirigido pelo coréografo João Saldanha. Inspirado nos conceitos de Burle Marx, o evento acontece de quarta a domingo, às 19 h e vai até o dia 1° de agosto.

Rua Primeira de Março,66 - Centro - RJ
(21) 3808-2020
http://www.bb.com.br/

Paço das Artes

Paço das Artes
Exposição até 29 de agosto de 2010
Terça a sexta, das 11h30 às 19h
Sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 17h30

Avenida da Universidade, 01
Cidade Universitária, São Paulo, SP
(11) 3814-4832
http://www.pacodasartes.org.br/

Festival Vale do Café


Idealizado por Cristina Braga, primeira harpista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e com direção artística de Turíbio Santos, considerado um dos maiores violonistas clássicos da atualidade, o Festival Vale do Café, é um projeto em caráter permanente implementado desde 2003, que tem por objetivo criar um pólo turístico cultural e acelerar o desenvolvimento econômico do interior do estado do Rio de Janeiro.

Através da preparação anual de uma grande celebração da música, história e natureza, aliada sempre ao respeito pelas raízes e pelo patrimônio histórico da região, o Festival Vale do Café chega a sua 8ª edição, entre os dias 23 de julho a 01 de agosto de 2010.

Depois de receber mais de 500 mil pessoas em suas sete edições, o Festival Vale do Café resgata fortemente o patrimônio imaterial, estimulando o amor à natureza e divulga o patrimônio histórico e arquitetônico abrangendo os diversos municípios da região do Vale do Café, num dos mais lindos recantos do Estado do Rio de Janeiro, no Vale do Paraíba.

Praças, igrejas e fazendas históricas – verdadeiros palacetes incrustados na Mata Atlântica – são o cenário das atrações do 8ª Festival Vale do Café.

Programação e mais informações:
http://www.festivalvaledocafe.com/

Cristina Canale - Arredores e Rastros


MAM convida:
Cristina Canale
Arredores e Rastros
Exposição: até o dia 15 de agosto de 2010

Ponto de Arte

Música no Museu

Musica no Museu dedica o mês de julho à Música Antiga trazendo nomes como: a organista Bridget de Moura Castro, o duo de Violas da Gamba, Kristina Augustin e Mario Orlando, o Sopro em Cordas, o Duo de Flautas Stael Malamut e Verônica Marques, o Cantate Deo, o violonista Gonzalo Saldarriaga , entre outros.

Informações: Tel: (21) 2253-8645.



PROGRAMA: Rio de Janeiro.

Dia 12 – 2ª Feira– às 18h
Igreja Santa Cruz dos Militares
Rua Primeiro de Março, 36 – Centro
Capacidade: 200 lugares
Músico: Duo de Flautas - Stael Malamut e Verônica Marques
Programa: G. Philipp Telemann, P. A. Locatelli, W. de Fesch.

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Dia 13- 3ª Feira – 12:30hs
Arquivo Nacional
Praça da República, 173 – Centro
Capacidade: 150 lugares
Músicos: Sopro em Cordas - Diogo Navia, flauta doce e viola da gamba, Jorge Almeida, Alaude, Rita Cabus, cravo e Waldo Temporal, viola da gamba e flauta doce.
Programa: JOHN DOWLAND, ROBERT JONES, J. DOWLAND, BENEDETTO MARCELLO, ANTONIO VIVALDI, ARCHANGELO CORELLI.

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Dia 15 – 5ª Feira - 18h
CC Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 – Centro
Capacidade: 142 lugares
V Mostra de Musica Antiga
Músicos: Maria Aida Barroso – cravo
Programa: FRANÇOIS COUPERIN, GIROLAMO FRESCOBALDI, JOHAN SEBASTIAN BACH.

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Dia 16- 6ª Feira - 15h
CC Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 – Centro
Capacidade: 142 lugares
Músico: Milena Assis.-piano, Karla Araujo-soprano e Geovane Desidereo-Trompete
Programa: P.MASCAGNI, Jacques Lbert, Jeremiah Clarke, Usircino da Silva José, Villa Lobos.

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Dia 17- Sábado – 11:30hs
Parque das Ruínas
Rua Murtinho Nobre – Santa Teresa
Capacidade : 100 lugares
Músico: O Grande Choro – Ernane Marones, violão – Evelyne Garcia, acordeon e cavaquinho e Alan Rocha, cavaquinho
Programa: Henrique Alves de Mesquita, José Pereira da Silveira, Juca Vale, Chiquinha Gonzaga, Capitão Rangel.

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Dia 18- Domingo - 11:30hs
MAM
Av. Infante Dom Henrique, 85 – Pq. Flamengo
Capacidade: 200 lugares
Músico: MADRIGAL CANTATE DEO - Regência: Synval Beltrão Junior
Programa: MÚSICA RENASCENTISTA E BARROCA - O SAGRADO E O PROFANO. Juan del Encina, Passereau, Dowland, Bach.

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Dia 20 - 3ª Feira - 12:30hs
Museu do I Reinado
Av. Pedro II, 293 – São Cristóvão.
Capacidade: 50 pessoas
Músico: Gardênia Garcia, piano
Programa: Chiquinha Gonzaga, Zequinha de Abreu, Waldir de Azevedo, Pixinguinha, Lamartine Babo.

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Dia 22- 5ª Feira-12:30hs
Real Gabinete Português de Leitura
Rua Luis Camões, 30 – Centro
Capacidade: 100 lugares
V Mostra de Musica Antiga
Músico: Gonzalo Saldarriaga, violão
Programa: “Início do Renascimento Espanhol e final da idade media”
Diego Pisador, Luiz narváez, Pierre Attaingntant, Orphenica Lyra, Miguel Fuenllana, Enriquez de Valderrábano.

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Dia 24- Sábado - 11:30hs
Parque das Ruínas
Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Tereza
Capacidade: 100 lugares
V Mostra de Musica Antiga
Músico: Gonzalo Saldarriaga, violão
Programa: “Início do Renascimento Espanhol e final da idade media”
Diego Pisador, Luiz narváez, Pierre Attaingntant, Orphenica Lyra, Miguel Fuenllana, Enriquez de Valderrábano.

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Dia 25 – Domingo- 11:30hs
MAM
Av. Infante Dom Henrique, 85 – Aterro
Capacidade: 200 lugares
Músico: Madrigal Nova Harmonia – Regente: Denison de Sá.
Programa: Raul Penna Firme Jr., Franz Schubert, José Maurício Nunes Garcia, Josquin de Pres, Antonio Lucio Vivaldi, Cacilda Borges Barbosa, August Eduard Grell, Ernst Gold.

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Dia 26- 2ª Feira - 18hs
Casa de Cultura Laura Alvim
Av. Vieira Souto, 176 - Ipanema
Capacidade: 70 lugares
Músico: André Trindade, violão
Programa: J.S. Bach, M. Ponce, André Trindade, Nonato Luiz.

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Dia 27- 3ª Feira- 18hs
Forte de Copacabana
Praça Cel. Eugenio Franco,1 – Posto 6
Capacidade : 200 lugares
Músico: MADRIGAL CANTATE DEO - Regência: Synval Beltrão Junior
Programa: MÚSICA RENASCENTISTA E BARROCA - O SAGRADO E O PROFANO. Juan del Encina, Passereau, Dowland, Bach.

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Dia 29- 5ª feira -12:30hs
Real Gabinete Português de Leitura
Rua Luis de Camões 30- Centro
Capacidade: 100 lugares
V Mostra de Musica Antiga
Músico: Duo Schifanoia- Ines D´Avena & Isabel Favila (flautas-doce).
Programa: G. Ph. Telemann, J. J. Quantz, B. Guillemant

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Dia 30- 6ª Feira- 12:30hs
Museu Histórico Nacional
Praça Marechal Âncora, s/n - Centro
Capacidade: 200 lugares.
V Mostra de Musica Antiga
Músico: Gonzalo Saldarriaga, violão
Programa: “Início do Renascimento Espanhol e final da idade media”

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Dia 31- Sábado -18hs.
Palácio São Clemente
Rua São Clemente 424
Capacidade: 200 lugares
Músico:Adriano Jordão, piano e José Oliveira Lopes, barítono.
Programa:Robert Schumann

Pinturas de Ermelinda

O Ministério da Cultura, o Iphan, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular e a Caixa Econômica Federal convidam para a inauguração da exposição da Sala do Artista Popular

pinturas de Ermelinda



15 de julho de 2010 - 17h
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Rua do Catete, 179 (metrô Catete)
Rio de Janeiro - RJ

terça a sexta-feira, das 11h às 18h
sábados, comingos e feriados, das 15h às 18h

Até 15 de agosto de 2010

Notas

National Gallery - LONDRES
Em Londres a National Portrait Gallery conseguiu 330 mil libras esterlinas e faz campanha para arrecadar mais 100 mil libras (cerca de R$ 269 mil), a fim de manter na Inglaterra a mais antiga pintura de um escravo libertado conhecida no país. A tela foi leiloada pela Christie's, mas o governo barrou o negócio para dar a instituições inglesas a chance de recuperá-la. Boa notícia para os ingleses.

Recorde de preço por obra de Turner
A pintura "Roma moderna - Campo Vaccino", ultima daquela cidade feita pelo ingles William Turner, em 1839, foi vendida pela Sotheby's ao Getty Museum, em Los Angeles, por US$44,9 milhões (R$ 79,5 milhões), estabelecendo um novo recorde de preço para esse artista inglês. Até então sua tela mais cara atingira US$ 35,9 milhões.

Mostra de Malu Fatorelli na H.A.P
A paisagem da lagoa Rodrigo de Freitas é a inspiração para um trabalho em andamento da artista plástica Malu Fatorelli, que será exposto em agosto na Galeria H.A.P, na Rua Abreu Fialho, 11 Jardim Botânico - Informações : 21 - 3874-2796.

Gonçalo Ivo na Anita Schwartz
A Galeria Anita Schwartz abre exposição de "Gonçalo Ivo - Campo Santo" , com obras produzidas de 2005 até hoje.
Vernissage: quinta feira, dia 15 - Informações: 21 - 2274-3873

Mastercasa em Itaipava
A 20ª edição do evento Mastercasa, em Itaipava, terá um ambiente chamado " A Galeria", com peças da artista Graça Pimentel inspirada em rendas.
Informações: 24 - 2222-2490

"Reflexos e aparecimentos"
O artista plático Adriano de Aquino faz, dia 17 de julho, vernissage aberta ao público de sua exposição "Reflexos e aparecimentos", no Polo de Pensamento Comtemporâneo, no Jardim Botanico. Informações: 21 2286-3299.

MAM-SP - "Ecológica".
Sob curadoria de Felipe Chaimovich, a exposição não se alia ao que comumente se entende por ecologicamente correto. A mostra reune 20 artistas, dentre eles Nelson Leirner e Paulo Bruscky tendo como fonte de inspiração o pensamento do intelectual socialista austria-francês André Gorz, morto em 2007.
Ecológica é uma espécie de laboratório. Uma teoria sendo testado perante um conjunto de obras. Muito interessante a forma e o conteúdo dessa mostra. Informação: 11- 3251-5644
Endereço: Avenida Paulista, 1578 - Bela Vista - São Paulo - SP

Gabriel Garcia Marques
O grande escritor colombiano Garcia Marques tem mais um de seus livros adaptado para o cinema.
'Memorias de minhas putas tristes", campeão de vendas nas livrarias em todo o mundo, é o sétimo longa metragem , nessa década, baseado nas suas obras.

Leilão em Lisboa
Um Relógio de Mesa com caixa de carvalho folheado a ébano do 3º quartel do século XVIII foi a peça escolhida pela Cabral Moncada Leilões para ilustrar o catálogo do Leilão que ocorreu em Lisboa no dia 1 de Julho.
Antiguidades e Obras de Arte, Pinturas, Pratas e Jóias deram o mote a esse leilão, que levou à praça, entre outros, uma aguarela sobre papel, de Alberto de Souza (1880-1961), intitulada "Rua em Beja", um par de óleos sobre papel, da segunda metade do séc. XIX - "Vistas de Florença" ou mesmo um jarro de vinho em prata (datado de 1938-1984), entre outras preciosidades.

Leilão de Julho - Carta de Bonifácio
José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista e poeta brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência".
Foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.

CONTATO
E-mail: atendimento@agenciadeleiloes.com.br
Fone: 51-30615017
Site: Agência de leilões.


Galeria de Arte e Antiguidades Palácio dos Leilões
A história da Galeria de Arte, Palácio dos Leilões, começou a 50 anos com Antônio Ferreira Rocha Filho que, ainda nos anos 50, se tornaria preposto do mestre Ernani. Não demorou muito para que se tornasse leiloeiro oficial, reconhecido pela Junta Comercial de Minas Gerais. Logo estava fazendo grandes leilões de falência e outros; construindo uma carreira vitoriosa, pautada na ética e no profissionalismo.
Nos anos 80 dois de seus filhos, Marco Antônio e Rogério, passariam a trabalhar no "Palácio", criando novas perspectivas para a empresa. Marco Antônio se tornaria seu preposto, sendo que Rogério revelou grande capacidade na coordenação de leilões.
Hoje o Palácio dos Leilões ocupa uma aréa de 120.000 m² em Contagem. Contando com amplas e modernas instalações e eficiente sistema de segurança para guarda de bens, além de arena de leilões, com auditório em arquibancada, circuito interno de vídeo, cantina e restaurante. Oferecem também outros serviços, como despachantes e balcão de seguros.

Mais Informações: (31) 3291-2343
Email: galeria@palaciodosleiloes.art.br

Exposição: Mandalas de Fernando Mesquita
Vernissage dia 15 de julho, quinta feira
Rua Harmonia, 150 Lj 05 - Vila Madalena - SP
Informações: 11 - 3097-0665

I Mostra do Programa de Exposições 2010
Em sua 21ª edição, o Programa de Exposições apresenta trabalhos inéditos dos artistas convidados Cristina Canale e Eduardo Climachauska. Em paralelo, quatro artistas inscritos em edital e selecionados pela comissão julgadora deste ano realizam individuais simultâneas. Nara Amélia, Rafael Assef, Gustavo Ferro e Renata Ursaia. Abertura: dia 17/7 (sábado), às 15h
Visitação - Terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada franca - Piso Caio Graco

Paradas em movimento: Rumos videodanças
Curadoria: Rafael RG, Alexandra Itacarambi e equipe Rumos Dança
Entre os meses de julho e setembro, nas estações Paradas em Movimento, serão exibas Videodanças selecionadas pelo Programa Rumos Dança, promovido pelo Instituto Itaú Cultural nos biênios: 2003-2004, 2006-2007 e 2009-2010.
Terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada franca - Biblioteca e Pisos Flávio de Carvalho e Caio Graco
Abertura: dia 17/7 (sábado), às 15h

Exposição “De Picasso a Gary Hill” traz obras de grandes artistas a Fortaleza
A exposição “De Picasso a Gary Hill“, no Museu do Centro Dragão do Mar de Arte Cultura, abre dia 12 de julho e fica até 29 de agosto
A exposição exige uma logística especial, onde algumas obras saem da Europa e precisam passar primeiro por São Paulo para depois serem transportadas para o Ceará. Os visitantes terão acesso gratuito a obras de artistas como Picasso, Matisse, Klee, Chagall, Tapies, Saura, Calder, Antônio Bandeira e Aldemir Martins .
Gerada e produzida no Ceará, com curadoria de José Guedes e Roberto Galvão, “De Picasso a Gary Hill” é uma ação estratégica em apoio ao desenvolvimento da cultura e do turismo, fortalecendo Museu de Arte Contemporânea do Dragão do Mar (MAC Dragão do Mar) como um centro gerador de grandes eventos.

“De Picasso a Gary Hill”, no Museu de Arte Contemporânea do Dragão do Mar
(Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema) - Fortaleza - Ceará
Informações : (85) 3488.8625

Vale realiza exposição cultural "Amazônia, a arte"
Com o intuito de chamar a atenção da população para com a magnitude da Amazônia e sua complexidade visual, a Vale está realizando o evento "Amazônia, a arte" que reunirá obras de 32 artistas contemporâneos.
A mostra conta com a exibição de vídeos, pinturas, fotografias, objetos e instalações com a temática ambiental apresentada. Tudo isso desta quarta-feira (09) até o dia 05 de setembro. Além da participação dos convidados Claudia Andujar, Cildo Meireles e Katie van Scherpenber e da exibição das obras dos artistas dos estados do Acre, Amapá, Roraima, Pará, Rondônia e Maranhão.
"Amazônia, a arte" não é caracterizada por uma abordagem totalizadora da produção artística do local posto em questão e, sim, o conceito sóciopolítico expressado pela arte dos artistas que farão parte do evento, pois segundo o autor Herkenhoff da amostra, "o que seria sempre uma promessa de um resultado falacioso", destacou.
A exposição visa a expansão do conhecimento da população sobre a diversidade cultural do país. Para o co-projetista Orlando Maneschy "o Brasil continua não conhecendo o Brasil, e muito menos a Amazônia, que ainda é vista como um celeiro de exotismos e ponto focal dos mais variados interesses. Esta imagem corriqueira de Amazônia, que circula na mídia, não permite ver a complexa riqueza de relações em que a estética se estabelece na vida desdobrando-se na produção artística. Esta exposição é uma oportunidade que o país tem de ver um pouco além, e conhecer artistas instigantes", ele diz.
O diferencial da mostra são a decoração e a iluminação diferenciada que proporcionam ao visitante a sensação de estar dentro de uma selva.

Artistas participantes:
Hélio Melo (AC), Grupo Urucum (AP), Roberto Evangelista (AM), Naia Arruda (AM), Thiago Martins de Melo (MA). Do Pará: Acácio Sobral, Alexandre Sequeira, Armando Queiroz, Armando Sobral, Alberto Bitar, Berna Reale, Cláudia Leão & Leonardo Pinto, Dirceu Maués, Éder Oliveira, Edilena Florenzano, Elza Lima, Emmanuel Nassar, Lise Lobato, Luiz Braga, Maria Christina, Melissa Barbery, Marcone Moreira, Miguel Chikaoka, Otávio Cardoso, Patrick Pardini, Paula Sampaio, Walda Marques. Rondônia: Coletivo Madeirista (Rinaldo Santos, Ariana Boaventura e Joesér Alvarez), por Roraima Claudia Andujar, Orlando Nakeuxima Manihipi-Theri (da terra Indígena Yanomami em Roraima), Katie van Scherpenberg e Cildo Meireles.

Saber Cultural convida para Exposição de Artes Plásticas no Forte de Copacabana

Portal na internet Saber Cultural estará realizando de 8 a 25 de julho no salão de exposição temporária no Espaço Cultural do Museu Histórico do Exército de Copacabana, o encontro de artistas plásticos e exposições de suas obras.
O tema será livre para o primeiro Salão Nacional de artes plásticas realizado pelo Saber Cultural. O evento promoverá mais de 120 obras e 100 diferentes artistas iniciantes e até aqueles que expõem internacionalmente. Em um intercâmbio cultural diversas modalidades e técnicas artísticas serão expostas. Pintura Acadêmica, Contemporânea, Naif e decorativa. Músicas, pintores, arquitetos, escultores participarão com arte brasileira e estrangeira que farão parte do Salão Cultural.
Com continuidade ao calendário cultural e artístico esta exposição também tem como objetivo promover patrocinadores, novos talentos, visitação pública e o encontro entre artistas.
Aberto a todos os Artistas Plásticos inclusive de outros estados, a comissão julgadora premiará obras e um coquetel será servido no dia da cerimônia. O artista já pode se inscrever na página da internet onde estará disponível todo o regulamento.
É necessário acrescentar a grande contribuição que o Coronel Edson do Forte de Copacabana tem feito ao incentivar e apoiar todos os movimentos culturais, o que veio possibilitar esta primeira realização do Salão de Artes Plásticas do Saber Cultural.
O portal da internet, que apresenta obras e suas definições, é utilizada também como um veículo para o estudo e pesquisa de artes. Com muita divulgação e seriedade, a rede eletrônica se faz presente em mais de 200 países. A exposição estará aberta de terça a domingo das 10h às 18h.

Fonte: http://www.sabercultural.com/

Convenção Brasileira de Pintura Decorativa

Oficinas, Certificações, boas idéias e compra de materiais de pintura decorativa impulsionam o mercado cultural do Rio de Janeiro

Este é o sétimo ano que a Convenção Brasileira de Pintura Decorativa brinda àqueles que apreciam a arte das pinceladas que decoram peças e ambientes. No período de 12 a 14 de agosto, das 10 às 19 horas, novidades em técnicas e produtos, assinadas por empresas de ponta, artistas renomados e ateliês responsáveis pelo lançamento das tendências no mercado vão estar reunidos no Clube Monte Líbano, no Rio de Janeiro (Avenida Borges de Medeiros, 701 – Lagoa). Os visitantes também vão poder fazer aulas com professoras do Brasil e do exterior, com direito a Certificação em Pintura Decorativa e, ainda, participar de “Faça e Leve” e demonstrações. Os ingressos, a R$ 13,00 e R$ 7,00 para maiores de 65 anos, só serão vendidos no dia do evento, por isso as bilheterias serão abertas meia hora mais cedo. Só será permitida a entrada de crianças com mais de 9 anos.
O trio organizador do evento continua o mesmo – Beatriz Naveiro, Iara Madeira e Ignez Leig – e, mais uma vez, essas mulheres empreendedoras garantem que as expectativas de sucesso da Convenção são as melhores possíveis. “Nossa ideia é qualificar o profissional de pintura decorativa, valorizando, cada vez mais, o conhecimento, daí nossa maior preocupação é elevar o nível técnico do maior número possível de adeptos da pintura decorativa. Desde 2007, temos implantado Certificações que, além de aprimorarem o conhecimento de quem faz pintura, multiplicam informações de relevância como o uso dos pincéis, noções de desenho e perspectiva, estilos de pintura decorativa, estilos e elementos da pintura decorativa didática, entre outros”, declara Beatriz Naveiro. Iara Madeira complementa dizendo que, este ano, a grande novidade da Convenção é a Certificação para Profissionais de Nível 2. “As pessoas podem fazer os módulos dos níveis separadamente (três módulos no nível básico, quatro no nível 1 e três no nível 2). Vale ressaltar que, embora os módulos sejam independentes, para o aluno receber o diploma de Certificação de cada nível é preciso que ele complete os módulos relativos a esse nível, sendo que para receber o diploma de um nível mais avançado, o aluno deve ter concluído todos os módulos dos níveis anteriores. A Certificação de Nível 2 trata de temas relativos à ambientação, ou melhor, o aluno vai aprender a criar ambientes utilizando a pintura decorativa, elementos da composição na pintura decorativa e noções básicas de perspectiva. As Certificações dão diferencial ao artista e, principalmente, ao professor de pintura decorativa. Afinal, o segmento não era organizado a ponto de contar com um curso técnico. O professor que conquista a Certificação se torna diferente daquele que se auto-intitula professor de pintura decorativa sem qualquer tipo de qualificação, repassando informações nem sempre corretas”, avalia Iara. As Certificações serão ministradas por professores de vários Estados brasileiros e do exterior - Argentina, Uruguai e Colômbia. E quem não quiser participar das Certificações pode optar pelas Oficinas que oferecem técnicas inovadoras como as de aquarela e pintura com carimbos, strokework, zhostovo, transferência de imagens, pelos de animais, falso acabado, sombra e luz, still life, entre outras. As inscrições para as Certificações e Oficinas podem ser feitas através do site http://www.convecaobrasileirapintura.com.br/ ou pelo telefone da Secretaria de Oficinas (21) 3126-9893, de 2ª a 6ª feira, das 9 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

Durante a Convenção, algumas empresas também vão realizar Seminários, como é o caso da Pincelar e da Tintex, apresentando o lançamento de produtos novos, assim como a aplicação deles em novas técnicas. Diariamente e várias vezes ao dia, será oferecido o “Faça e Leve”, quando o visitante irá fazer a peça e levá-la pronta para casa. Ainda, vão acontecer demonstrações gratuitas.
Graças ao sucesso alcançado nos anos anteriores, o Salão de Arte Decorativa será reeditado, inovando a partir da parceria com o grupo de mosaicistas da Rio Mosaico que vão apresentar painéis, mesas e esculturas. Segundo Ignez Leig, “Esta foi a maneira que encontramos para mostrar outras formas de expressão, além da pintura decorativa, no Salão. Também, este será o primeiro ano de parceria com a ABRAP (Associação Brasileira de Pintores sobre Porcelana), através de exposição de peças em porcelana e mesas decoradas. Vamos mostrar, ainda, uma nova série de ambientes decorados - quarto infantil, jardim, lavabo e um ateliê - que vão passar, para os visitantes, idéias de como utilizar a pintura decorativa na decoração de suas casas”, conclui Ignez.
Os visitantes vão poder fazer boas compras nos 32 estandes de empresas fornecedoras de materiais para artesanato (RJ, SP, RS e SC), de lojas de materiais para artesanato e estandes de ateliês com as últimas criações confeccionadas, especialmente, para a Convenção, além, é claro, de novidades em técnicas artesanais. As organizadoras do evento garantem que os preços das matérias-primas serão os melhores do mercado, visto que os visitantes vão interagir, diretamente, com os fornecedores.
Visite o site http://www.convecaobrasileirapintura.com.br/ e saiba tudo sobre a 7ª Convenção Brasileira de Pintura Decorativa, o maior evento do segmento no país.

Alemanha ganha o primeiro museu do mundo sobre os Rolling Stones

Por André Ribeiro

Está aberto desde o dia 19 de junho, em Bischofswerda, na Alemanha, o primeiro museu de memorabília dos Rolling Stones.
The Ziggenpuss Collection reúne uma pequena quantidade de itens raros da banda, como o par de sapatos usados por Keith Richards na corte canadense em 23 de outubro de 1978. O museu traz memorabília dos colecionadores Peter Cunningham, Peter Wenzel, Bernd Israel, Gerd Coordes, Olaf Schmidt e Olaf Boehme.
Como o museu fica num local pequeno e privado, o acesso é bastante limitado - apenas amigos ou pessoas com indicação de amigos podem visitá-lo. As tours pelo espaço são guiadas e apenas duas pessoas por vez podem entrar no museu. Durante tours dos Stones, o The Ziggenpuss Collection ficará fechado.
Se você estiver pela Alemanha e quiser fazer visita, pode consultar os caras por email e marcar uma visita. Mais detalhes aqui.



Fonte: Collector's Room

As pontes de Recife - por Leonardo Dantas

Por Leonardo Dantas

A Veneza Americana

Salve, terra formosa, oh!
Pernambuco, Veneza Americana
transportada, Boiante sobre as águas!
Gonçalves Dias



Através da Ponte Maurício de Nassau, erguida no mesmo local onde aquele governante do Brasil holandês fez construir a primitiva Ponte do Recife (1643), vale a pena uma parada para contemplação da paisagem do Rio Capibaribe. A atual ponte, construída em concreto e inaugurada em 18 de dezembro de 1917, ostenta em suas cabeceiras quatro belas estátuas, em ferro fundido. Representam elas, na cabeceira leste, no Bairro do Recife, as deusas Minerva (Sabedoria) e Ceres (Agricultura); no lado oeste, na ilha de Santo Antônio, Mercúrio (Comércio), no lado esquerdo, e a deusa Themis (Justiça) no lado direito.
Contemplando o panorama, das balaustradas da ponte o visitante tem a visão das pontes Doze de Setembro (construída no local da antiga Ponte Giratória), Buarque de Macedo e, já no extremo norte da ilha do Recife, a Ponte do Limoeiro (por onde passavam os trilhos da estrada de ferro do Limoeiro); desta última se tem uma bela vista da cidade de Olinda, primeira capital de Pernambuco.
Esta imagem do Recife vista de suas pontes, cortada pelos rios, com a muralha de arrecifes a deter a fúria do mar, sempre fascinou a todos que chegam a esta cidade. Um deles foi Antônio Gonçalves Dias (1823-1864), que nela quis ver uma paisagem que lembrasse uma Veneza americana transportada...

Salve, terra formosa, oh!
Pernambuco, / Veneza americana transportada, / Boiante sobre as águas! / Amigo gênio te formou na Europa, / Gênio melhor te despertou sorrindo / À sombra dos coqueirais (...)

Antônio de Castro Alves (1847-1871), quando estudante da Faculdade de Direito, em sua ode a Pedro Ivo, surpreendeu o Porto de Pernambuco, como era também chamado o Recife, dormindo imenso ao luar...


Pernambuco! Um dia eu vi-te / Dormindo imenso ao luar, / Com os olhos quase cerrados, / Com os lábios - quase a falar.../ Do braço o clarim suspenso, / - O punho no sabre
extenso, / De pedra - recife imenso / Que rasga o peito do mar...

Se vista da Ponte do Limoeiro, por ocasião da preamar, a cidade aflora da água e lembra Veneza, como bem observou Joaquim Nabuco :

(...) como Veneza, é uma cidade que sai da água e que nela se reflete, é uma cidade que sente a palpitação do oceano no mais profundo dos seus recantos; como Veneza, ela tem um céu azul que parece lavado em suas águas, como se lavam os navios de grandes nuvens brancas como toldos; como Veneza, basta uma canção na água e uma bandeira solta ao vento para dar-lhe aspecto festivo e risonho; e, por fim, como Veneza, ela tem um passado que a coroa como uma auréola e que brilha ao luar sobre suas pontes e as suas torres como a alma de uma nacionalidade morta!

O panorama observado da Ponte Maurício de Nassau traz de volta Veneza, vista da Ponte do Rialto ou da Ilha de Murano, muito embora se torne pertinente a observação de Joaquim Nabuco:
Melhor porém do que Veneza, os canais do Recife são como rios, a cidade sai da água doce e não da maresia das lagunas; seu horizonte é amplo e descoberto, suas pontes são compridas como terraços suspensos sobre a água, e o oceano vem se quebrar diante dela em um lençol de espumas por sobre o extenso recife que a guarda como uma trincheira, genuflexório imenso, onde o eterno aluidor da terra se ajoelhará ainda por séculos diante da graça frágil dos coqueiros!12
Arruando pelas noites do Recife, andando sem rumo através de suas pontes, ao contemplar a mansidão do rio, o poeta Joaquim Cardozo foi tomado por uma outra visão mística de sua cidade:

(...) Luzes das pontes e dos cais / Refletindo em colunas sobre o rio / Dão a impressão de uma catedral imersa, / Imensa, deslumbrante, encantada, / Onde, ao esplendor das noites velhas./ Quando a noite está dormindo, / Quando as ruas estão desertas, / Quando, lento, um luar transviado envolve o casario, / As almas dos heróis antigos vão rezar.

Contudo, fazendo voltar o olhar, de modo a vislumbrar o casario do Bairro do Recife numa visão da atual Ponte Maurício de Nassau, com o Capibaribe mansamente fluindo em busca das águas do Oceano Atlântico, fica a imagem do poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999):

Já deixando o Recife / entro pelos caminhos comuns do mar: / entre barcos de longe, / sábios de muito viajar; / junto desta barcaça / que vai no rumo de Itamaracá; / lado a lado com os rios / que chegam do Pina com o Jiquiá.

Ainda no centro urbano, outras visões do Recife poderão ser fixadas na retina, bastando tão-somente que nosso passeio se prolongue através de outras pontes. Ligando a Ilha de Santo Antônio à Ilha da Boa Vista, estão às pontes Joaquim Cardozo, Velha (cujo nome oficial é 6 de Março), da Boa Vista, Duarte Coelho e Princesa Isabel. Continuando mais para o interior, iremos cruzar dezenas de outras, pontes e pontilhões, situados sobre rios e canais que cortam esta planície, de modo a integrar os mais diversos bairros com o continente.
Tal qual o poeta Mário Galvão, vai o caminhante cantando:

Quem me vê por estas pontes, / O pensamento e o olhar a esmo, / Não sabe que estou andando / Dentro da alma de mim mesmo.

História do Recife
O município do Recife tem sua origem intimamente ligada à de Olinda. No foral (carta de direitos feudais) de Olinda, concedido por Duarte Coelho em 1537, há uma referência a "Arrecife dos navios", um lugarejo habitado por mareantes e pescadores. O Recife permaneceu português até a independência do Brasil, com a exceção de um período de ocupação holandesa entre 1630 e 1654.
Durante os anos anteriores à invasão da Companhia das Índias Ocidentais, o povoado do Recife existiu apenas em função do porto e à sombra da sede Olinda, local que a aristocracia escolheu para residir devido à sua localização elevada, que facilitava a defesa. Ergueram-se fortificações e paliçadas em defesa do povoado e do porto do Recife, todas elas voltadas para o mar. Os temores voltavam-se para o oceano por conta dos constantes ataques ao litoral da América Portuguesa pela navegação de corso e pirataria. Ainda no final do século XVI o "povo dos arrecifes" foi atacado e saqueado pelo pirata inglês James Lancaster que, com três navios, derrotou a pequena guarnição responsável pela defesa do porto. Entre os anos de 1620 e 1626 o então governador Matias de Albuquerque procurou estabelecer posições fortificadas no porto do Recife a fim de que se pudesse evitar outro ataque como aquele, bem como dissuadir a Companhia das Índias Ocidentais da ideia empreendida na Bahia em 1624.

Governo holandês
No Recife holandês, foi iniciada a construção de Mauritsstad (Cidade Maurícia, ou Mauriceia). O Recife foi a capital do Brasil holandês, tendo sido governada de 1637 a 1644 pelo conde (a serviço da Companhia das Índias Ocidentais) Maurício de Nassau. O império holandês nas Américas era composto na época por uma cadeia de fortalezas que iam do Ceará à embocadura do rio São Francisco, ao sul de Alagoas. Os holandeses também possuíam uma série de feitorias na Guiné e Angola, situadas no outro lado do Atlântico, o que lhes dava controle sobre o açúcar e o tráfico negreiro, administradas pela Companhia das Índias Ocidentais.
O conde desembarcou na Nieuw Holland, a Nova Holanda, em 1637, acompanhado por uma equipe de arquitetos e engenheiros. Nesse ponto começa a construção de Mauritsstad, que foi dotada de pontes, diques e canais para vencer as condições geográficas locais. O arquiteto Pieter Post foi o responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o palácio de Freeburg, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, e do prédio do observatório astronômico, tido como o primeiro do Novo Mundo.
Maurício de Nassau praticou uma política de tolerância religiosa frente aos católicos e calvinistas. Além disso, permitiu a migração de judeus ao Recife e a criação de uma sinagoga, a Kahal Zur Israel, inaugurada em 1642. Nassau era também um entusiasta da ciência e das belas artes. Ao embarcar para o Brasil, trouxe uma plêiade de naturalistas e pintores para retratar e estudar a novo continente. Entre estes destacam-se os pintores Frans Post e Albert Eckhout, que retrataram as paisagens e os exóticos habitantes locais, o médico Willem Piso e o naturalista alemão Georg Marggraf, que estudaram a a fauna e a flora, a farmacopeia local e as doenças tropicais.
Nassau retornou à Holanda em 1644, demitido devido a desentendimentos com as autoridades da Companhia, que não se contentaram com o nível de lucros das possessões brasileiras. Os novos governantes holandeses entraram em conflito com a população, desencadeando a partir de 1643 uma insurreição - a chamada Insurreição Pernambucana - que terminaria com a expulsão definitiva dos holandeses em 1654. A economia açucareira local passou a enfrentar a competição das Antilhas Holandesas, para onde os holandeses levaram a tecnologia da produção de açúcar.

Mascates
Após a invasão holandesa, muitos comerciantes vindos de Portugal - chamados pejorativamente de "mascates" - estabelecem-se no Recife, trazendo prosperidade à vila. O desenvolvimento do Recife foi visto com desconfiança pelos olindenses, em grande parte formada por senhores de engenho em dificuldades econômicas. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses deu origem à Guerra dos Mascates (1710-1711), durante a qual o Recife foi palco de combates e cercos.
Porém, essa revolta não prejudicou o crescimento do povoado do Recife, sendo elevado à categoria de vila e concelho, com o nome de Santo Antônio das Cacimbas do Recife do Porto, em 19 de novembro 1709. Em 1711 moravam cerca de 16 mil pessoas na vila, e em 1745 a população ascendia a 25 mil. Apesar da queda nos preços do açúcar, construíram-se magníficos conventos e igrejas no município, com destaque para o Convento de Santo Antônio, a Capela Dourada (terminada em 1724) e a Igreja de São Pedro dos Clérigos (começada em 1725).
O início do século XIX no Recife foi marcado por revoltas inspiradas no ideário liberal vindo da Europa: comerciantes, aristocratas e padres, para exigir mais autonomia para a colônia. Entretanto, a classe dominante evitava questões como o fim da escravatura e dispensava a participação popular, temendo revolução.
Nesse mesmo século, ocorreram as revoluções mais conhecidas da História do Recife. A Revolução de 1817, a Confederação do Equador, de 1824 e a Revolução Praieira, de 1848. O Recife deixou de ser vila, não se subordinava ao poder central, nem a Olinda. Nesse tempo, iniciou-se um grande período de desenvolvimento do município. A elevação à categoria de cidade ocorreu em 1823.

Fonte: Wikimedia Foundation, IBGE,
Prefeitura Municipal do Recife.

Pontes sobre o rio Capibaribe
Para ver mais imagens, acesse o álbum de fotos do Jornal A Relíquia.

Destaques

Lançamento do livro "Carlos Motta e a vida", no Museu da Casa Brasileira – SP
Capa do livro

No último mês de junho, o arquiteto e designer Carlos Motta reuniu muitas personalidades para o lançamento do livro "Carlos Motta e a vida", da BEÏ Editora. Ao mesmo tempo foi aberta a exposição "Móvel de madeira reutilizada", no Museu da Casa Brasileira, no bairro do Itaim, em São Paulo.
A publicação "Carlos Motta e a vida" narra a trajetória do designer e arquiteto, em meio as paixões de Motta: a família, os amigos, o surf e a natureza. O livro conta depoimentos de Sergio Rodrigues, José Zaragoza, Paulo Mendes da Rocha, entre outros amigos e clientes do designer. Já na exposição, são apresentadas 25 peças de rediscovered wood - móveis a partir de madeira reaproveitada, ou redescoberta.
Entre os inúmeros convidados, estiveram presentes na noite de autógrafos: Abílio e Pedro Paulo Diniz, Isay Weinfeld, Glória Coelho, Tadeu Jungle, Paulo Lima.

Paulo Lima, Rafic Farah, Carlos Motta e Sibylla Simonek

Exposição de Esculturas de José Resende na Paulo Darzé Galeria de Arte
Dia 22 de julho Paulo Darzé Galeria de Arte inaugura exposição do escultor paulista José Resende. Segundo o crítico Ronaldo Brito, "(...) cada obra de José Resende é uma empresa que se decide por si mesma: a evidência singular íntegra é o que sustenta e eventualmente redimensiona a inteligência 'incerta' do conjunto. O seu impacto inicial deriva exatamente da impressão de dar forma ao instável e ao contingente. Ou antes, em termos mais acurados, de exibi-los tão fluentemente enquanto fatores de coesão estrutural.”
Paulo Darzé Galeria de Arte: Rua Chrysippo de Aguiar, 08, Corredor da Vitória - Salvador - BA. Tel.: (71) 3267.0930.

São Paulo: Arte & Estilo - por Jair Marcos Vieira

Por Jair Marcos Vieira

James Lisboa e TNT Escritório de Arte apresentam "Roberto Magalhães"

Em 29 de março de 1940, Roberto Magalhães nascia na praia da Ribeira, Ilha do Governador (RJ). Desde muito cedo, manifestou inegável vocação para o desenho e foi presenteado pelo pai com tintas e pinceis, o que o incentivou a pintar sua primeira "tela" - uma cachoeira, em sua rua. Suas pinturas e desenhos jamais retratariam o convencional, mas seu universo de sonho, fantasia e simbolismo, como se confirmaria mais tarde. A mostra traz cerca de 40 obras desse renomado artista contemporâneo. Foi participante do chamado "Grupo Contemporâneo", formado por ele, Antonio Dias, Carlos Vergara e Rubens Gerchman - cuja atividade se iniciou no Rio no início nos anos 60, e cujas afinidades se concentraram na retomada da figuração, com certa mescla de surrealismo, realismo mágico e pop-art. Magalhães nada mais desejou, ao longo de uma década e pouco de trabalho, especialmente desenho e gravura, e agora em pintura, do que desdobrar sua propensão natural para o fantástico. Segundo suas próprias palavras: "arte é um poder mágico e só os magos têm acesso a ela" e "arte é apalpar a divindade". "Roberto Magalhães".

James Lisboa Escritório de Arte.
Rua Dr. Melo Alves, 397, Cerqueira César.
Tels.: (11) 3061-3155/ (11) 3081-6581
lisboa@escritoriodearte.com
De segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 14h.
Entrada franca
Até 21/7.

"Design Brasil - 101 anos de história" no MCB
Esta exposição tem como marco histórico a criação da marcenaria de Celso Martinez Carrera, em Araraquara (SP), no ano de 1909, para a produção em série, seis anos mais tarde, da cama Patente. Com curadoria do jornalista e arquiteto Pedro Ariel Santana, reúne 48 peças símbolos de um século de design, moderno e contemporâneo. Oportunamente, o visitante terá acesso ao livro de 336 páginas com título homônimo ao da mostra, organizado por seu curador. Entre os destaques, a cadeira de braços de metal, de John Graz; o revisteiro Leque, de Gregori Warchavchik e a cadeira Três Pés, de Joaquim Tenreiro. Célebres peças de designers consagrados como Oscar Niemeyer, Flavio de Carvalho, Zanine Caldas, Lina Bo Bardi, Paulo Mendes da Rocha, Jorge Zalszupin, Sergio Rodrigues e os irmãos Campana também podem ser apreciadas nesse evento.

"Design Brasil - 101 anos de história".
Museu da Casa Brasileira.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano.
Tel.: (11) 3032-3727.
Ingresso: R$ 4 e R$ 2 (estudantes); Grátis aos domingos e feriados.
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: (11-3032-2564) e agendamento@mcb.org.br
http://www.mcb.org.br/
Até 8/8.

Festival de Inverno da Cantareira, o FICA
Este ano, o FICA deve receber, em mais de um mês, cerca de 2 milhões de visitantes que poderão se programar entre as mais de 1500 atividades que serão oferecidas pela organização do evento. Em 2009, seu primeiro ano, a Serra da Cantareira recebeu a visita de 1,2 milhão de pessoas. Essa Serra paulista (e paulistana) abriga a maior floresta urbana do mundo e em 1994 a UNESCO declarou o Parque da Cantareira, o Horto Florestal e sua região como reserva da biosfera. O FICA é realizado em parceria com a Prefeitura de Mairiporã e conta com o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de São Paulo. O festival, que visa a preservação ecológica, tem atividades para todas as idades: educativas, gastronômicas, de cidadania, culturais (shows, teatro adulto e infantil, cinema dança, museus etc.), lazer, entretenimento e esporte. Mobiliza museus, parques, baladas, hoteis, teatros, restaurantes e bares, em tempo integral. A organização também oferece, em seu site, a oportunidade de o visitante se tornar sócio da Cantareira, o que dará direito a inúmeros benefícios no festival.

Tels.: (11) 2671-0934 e (11) 7733-4957.
http://www.ficanacantareira.com.br/.
Até 8/8.

Mostras no Pantemporâneo
O espaço cultural tem três exposições em cartaz: "Nelson Screnci: Metamorfoses" apresenta cerca de 30 trabalhos, em acrílico sobre tela, de pequenas, médias e grandes dimensões, em que o artista tece comparações entre paisagens naturais e urbanas. O visitante também poderá conhecer a obra de Screnci, "Decálogo de um Pintor", com 72 páginas; "Patrícia Calmon: Macrocosmo e Microcosmo (arte digital)" exibe 18 imagens, criadas no computador pela artista, com uma combinação metafísica e intrigante; "Mário Gruber: Gravuras" traz 15 obras tiradas a partir de matrizes em metal e madeira, produzidas ao longo de décadas dedicadas à técnica, em que é reconhecidamente um dos grandes mestres brasileiros.

Lugar Pantemporâneo
Av. Nove de Julho, 3.653, Jardim Paulista.
Tel.: (11) 3018-2230.
De segunda a sábado, das 10h às 18h, exceto feriados.
Entrada franca.
Até 24/7.



Releases, toques e sugestões para esta coluna, escreva para areliquiasp@uol.com.br ou jair@areliquia.com.br.

Um Pintor Pintor - por Ferreira Gullar

Por Ferreira Gullar

A fútil preocupação com o “novo” conduziu a arte a um impasse. Ao contrário do que ocorria na antiguidade, quando o artista jovem buscava aprender com os mestres do passado, na época moderna qualquer pirralho se sente capaz de inventar a arte. Mas não é culpa dele; é que, na confusão que se criou, o que importa não é a qualidade da obra, a beleza, a profundidade, a complexidade que se descubra nela. Nada disso: o que importa é fazer “o que nunca foi feito”. Com o devido respeito aos mestres modernos – que renovaram o idioma da arte não para destruí-la mas para preservá-la – o preconceito da novidade levou à destruição das linguagens artísticas. Hoje, apesar da insistência de algumas instituições e críticos, esse caminho chega ao fim. De novo, as pessoas, sem se sentirem ultrapassadas, poderão valorizar o artista que, a seguir o caminho do oportunismo, preferiu manter-se fiel a si mesmo.
Sergio Telles é um desses artistas. Infelizmente, por ter vivido muito tempo afastado do Brasil, diplomata que é, sua obra de pintor não se tornou tão conhecida dos brasileiros quanto o merecia. No exterior, críticos da expressão de um Pierre Courthion, ocuparam-se de sua arte sofisticada e sedutora.
A pintura de Sergio Telles é uma exaltação à própria pintura. Exatamente numa época em que subverteram-lhe os valores, ele se manteve corajosamente fiel a ela, e, por isso mesmo, com talento e maestria, deu prosseguimento à tradição fundada por alguns mestres modernos como Bonnard e Matisse. Não resta dúvida que desbravadores – Kandinsky e Malevitch, por exemplo – ampliaram o alcance da pintura, enriquecendo-a com novos vocábulos e ressonâncias. Sucede que a história da arte não é linear nem se sujeita a determinismos evolucionistas.
As conquistas da vanguarda abstrata do começo do século passado não determinaram o esgotamento da linguagem figurativa. A prova disso são as obras de um Morandi, de um Bacon, de um Tamayo, de um Siron Franco, para não falar de Braque, Picasso, Léger, Matisse, que até bem pouco tempo continuavam a produzir e criar na linguagem que os mais afoitos consideravam esgotada

A pintura de Sergio Telles é exaltação à pintura, também porque ela mesma é pintura viva, tem o poder de nos reconduzir ao mundo fascinante que só existe nos quadros – tessitura de cores e matéria, de tons e meios tons, que vibram como sons, que nos estimulam o olfato, que engendram sabores imaginários, enfim, uma tessitura de sensações e significações, de matéria percebida ou sonhada, envolvendo a simbólica geral do corpo e do espírito.

Os Onze Futebol e Arte - África do Sul 2010 x Brasil 2014

Exposição internacional de artes plásticas se realiza simultaneamente em Johannesburgo, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Para visualizar imagens das obras, acesse o álbum de fotos no Facebook d'A Relíquia.

Reunindo onze renomados artistas do Brasil, a mostra internacional "Os Onze Futebol e Arte - África do Sul 2010 x Brasil 2014" acontece ao mesmo tempo na África do Sul, onde se realiza a Copa do Mundo de Futebol, e em diversos Estados brasileiros. Em Johannesburgo estão expostas as obras originais e aqui, no Brasil, as cópias assinadas, que no final da exposição serão leiloadas no Rio de Janeiro, no Espaço Ernani Arte e Cultura, em benefício da Cruz Vermelha.
São os seguintes os artistas que cederam suas obras para a mostra: Antonio Hélio Cabral, Antonio Peticov, Cláudio Tozzi, Gregório Gruber, Ivald Granato, Jô Soares, José Roberto Aguilar, José Zaragoza, Luiz Áquila, Luiz Baravelli, Roberto Magalhães, Rubens Gerchman (in memoriam), Tomoshige Kusuno e Zélio Alves Pinto. Assim como no futebol, são onze artistas em campo.
"Reunir em uma coletiva internacional os expoentes brasileiros nas artes plásticas é uma missão fantástica. Mestres em todas as escolas, todas as técnicas, com carreiras artísticas de muitas décadas que, reunidos como jovens iniciantes, divulgam suas mensagens de inquietudes, emoções, amor em uma técnica apurada e perfeita. Somente um termo seria possível para designar essa escalada internacional de duas culturas amantes do esporte - Futebol e Arte - um sonho de amor e paz." Assim escreveu Ivald Granato, artista plástico, Presidente da G-Onze Associação para o Desenvolvimento da Arte e da Cultura, e curador da mostra, na apresentação do catálogo. Sobre os pintores, disse que seriam necessários vários livros de cada um para expressar suas trajetórias individuais.

Serviço
Os Onze Futebol e Arte - África do Sul 2010 x Brasil 2014
Johannesburgo, África do Sul: até 30 de julho, no Espaço Cultural Commerzbank.
Brasília: até 15 de julho, na Galeria de Artes da Câmara dos Deputados.
Rio de Janeiro: até 28 de julho, no Fashion Mall Shopping, das 10 às 22 h.
São Paulo: até 17 de julho, no MuBe (Museu Brasileiro de Escultura), das 9 às 19 h.
Leilão: Dia 29 de julho, no Espaço Ernani Arte e Cultura, à Rua São Clemente, 385 - Botafogo - Rio de Janeiro.

InformArte - Especial África do Sul - por Maria Helena Avena

Por Maria Helena Avena

Em clima de Copa, a coluna mostra o que está acontecendo no mundo das artes no país de Nelson Mandela

Museu do Apartheid em Johanesburgo
O Museu do Apartheid é uma parada obrigatória para os turistas que visitam Johanesburgo. Situado no subúrbio de Soweto, ao sudoeste de Johanesburgo, em uma área da faixa industrial e mineradora conhecida como Gold Reef, o Museu do Apartheid relembra os mais de 40 anos do regime de segregação racial na África do Sul, emociona e revela detalhes da época em que brancos e negros eram separados por lei. Na entrada do museu, logo na compra dos ingressos (foto ao lado), os visitantes são divididos entre 'brancos' e 'não-brancos', sem nenhum critério.
Cada grupo entra por uma porta, para que sintam, propositadamente, um desconforto e sejam transportados para a época em que brancos e negros foram separados por lei. Naquele tempo diante de um tribunal, a população era classificada pela cor: negros, mestiços, asiáticos e brancos. A partir desta separação, milhões se transformaram em cidadãos de segunda classe. Os negros não podiam visitar área determinadas para os brancos, precisavam de um carimbo especial para ter a entrada permitida, caso contrário seriam presos. Nas 32 salas do prédio de aço e concreto, o visitante conhece desde o surgimento do homem, no continente africano, ao processo de democratização da África do Sul. Passa por galerias de fotos expostas em arames farpados, sete grandes telas de 12 metros de altura como símbolos dos sete pilares da Constituição e 121 forcas que representam os prisioneiros políticos executados pelo sistema da segregação racial.
É um museu para sentir, não só revolta, vergonha ou indignação, mas também esperança. Um espaço para despertar os sentidos, para ver a humilhação e os abusos sofridos pelos negros. Quando os visitantes saem do Museu, colocam uma pedra em baixo da nova bandeira da África do Sul. Cada pedra, um visitante. Esse gesto representa uma homenagem às muitas pessoas que dedicaram suas vidas ao fim do Apartheid. A nova bandeira sul-africana passou a ser usada depois da eleição de Nelson Mandela, em 1994. O símbolo da bandeira - um Y deitado - significa: negros e brancos caminhando juntos agora em direção a uma conciliação.

Galeria de Arte de Johanesburgo
A Galeria de Arte de Johanesburgo é a maior do país e abriga algumas das mais apreciadas e importantes obras de arte, não apenas da África do Sul, mas também do mundo.
O prédio onde fuciona a Galeria, projetado por Edward Lutyens, renomado arquiteto britânico, é composto de 15 salas de exposição e jardins de escultura, e foi ampliada durante a década de 1940 com asas Leste-Oeste ao longo das galerias do Sul de acordo com os desenhos de Lutyens. O seu acervo inclui coleções de pinturas holandesas dos séculos 17, 18 e 19; de arte britânica e européia, do século 19, obras de artistas Sul Africanos, uma grande coleção de arte moderna e contemporânea, nacionais e internacionais, como: Auguste Rodin, Dante Gabriel Rossetti, Pablo Picasso, Camille Pissarro, Claude Monet, Edgar Degas e Henry Moore, e os sul-africanos, tais como Gerard Sekoto, Battiss Walter, Preller Alexis, Sumner Maud, Sydney Kumalo, Ezrom Legae e Pierneef. Abriga também uma extensa coleção de trabalhos de artistas contemporâneos locais. " O que nos diferencia é a qualidade de nossa coleção", disse Rochelle Keene, principal curador da Galeria .
Hoje, a galeria é considerada um monumento nacional. Promove regularmente exposições temporárias, exposições temáticas e algumas obras são colocadas em exposições permanentes com duração de até cinco anos.

A Arte de Pelé - o Rei do Futebol em Johanesburgo
Com os pés, Edson Arantes do Nascimento, Pelé (foto), foi o melhor de todos os artistas com a bola, mas agora também faz arte com as mãos. Na exposição "The Art of Pelé" (A arte de Pelé'), o expoente máximo do futebol-arte , ganhou espaço em uma galeria de Johanesburgo mostrando 35 telas. Sob a tutela do artista sul-africano Athol Moult, Pelé fez uma espécie de biografia da sua carreira, que começou com o menino que vendia amendoim nas ruas até se tornar o genial goleador do Santos e da Seleção Brasileira. O 'Rei', ficará em Joanesburgo até ao final do Mundial.
Local: Galeria de Arte de Johanesburgo.
Endereço: Joubert Park, esquina Klein e King George Streets. – Johannesburgo.

Exposição de fotos inéditas de Nelson Mandela no Museu de Arte de Pretória
Durante a Copa do Mundo o Museu de Pretória faz uma justíssima homenagem a Nelson Mandela, um dos mais importantes lideres mundiais, apresentando ao público uma exposição de suas fotos, inéditas. Libertado no dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela se transformou no primeiro presidente negro da África do Sul em 1994, cargo no qual permaneceu até 1999. Dezoito meses antes de sua libertação, quando já haviam sido estabelecidos contatos secretos entre o prisioneiro político mais famoso do mundo e um governo que perdia o controle da situação, Mandela foi transferido para o centro de detenção Victor Verster, onde foi instalado em uma confortável residência. O grande líder, nascido em 18 de julho de 1918, acabava de passar 18 de seus 27 anos de detenção na prisão de segurança máxima de Robben Island, uma ilha varrida pelos ventos em frente à Cidade do Cabo.
Endereço: Cnr. Schoeman e Rua Wessels - Arcadia Park - Arcadia Pretoria - Africa do Sul.

Arte e técnica dos Relógios Lavigne

Relógio de pêndulo

O homem sempre foi fascinado pelos instrumentos de medir o tempo, e através dos séculos criou verdadeiras obras de arte, enquanto aprimorava a técnica dos aparelhos. Surgiram assim os relógios de sol, as clepsidras (de água), os relógios de pêndulos e de pulso e os decorativos. Então, a evolução das intrigantes peças com seus mecanismos apurados, atraiu a atenção de Charles Hour e Maurice Lavigne, que em 1848 inauguraram a Manufatura Hour Lavigne, em Paris.
Hoje, esta fábrica famosa no mundo inteiro se dedica a criar cerca de três mil pecas em estilo antigo por ano, e aí se incluem astrolábios e calendários. Os dirigentes atuais garantem que todos os materiais usados nos relógios são nobres: ouro de 24 quilates, prata, cristal Baccarat, madre-pérola, pedras finas, Galuchat, madeiras raras e objetos decorativos diversos, de modo que cada relógio torna-se verdadeiramente uma obra-prima.

Relógio de Baccarat em Art Deco

A etapa final da produção da Lavigne relógios consiste de um controle extremo detalhado. Respeitando a qualidade e a imagem do produto, os movimentos são testados, e todas as peças são verificados e limpas para assegurar a perfeição de cada detalhe. A forma de garantia fornecida quando da compra de um relógio Lavigne é a prova de um produto criado e produzido na mais pura tradição da arte de relojoaria. Assim, graças à alta qualidade e a reputação da sua produção, esta marca ganhou a confiança dos países estrangeiros.
Os modelos, únicos, fabricados quase sempre por encomenda, conseguem preços altos quando concluídos. Um trabalho artístico com ouro e diamantes pode custar até 400 mil dólares, enquanto outras peças menos nobres ficam em torno de 1.500 dólares. Para atender aos seletos fregueses da loja, uma equipe de artífices renomados trabalha incessantemente, procurando atingir a perfeição em cada detalhe. Os relógios da Hour Lavigne são exportados para o mundo inteiro, mas têm na Europa o seu principal mercado. Cada cliente, ao adquirir um relógio Lavigne, fica com a certeza de levar um produto da mais alta qualidade.

Peça de múltiplas funções

Direitos Autorais – Emendas - por Ricardo Kimaid

Por Ricardo Kimaid
rkimaid@uol.com.br

Na minha coluna deste Jornal, publiquei um texto sobre a Lei de Direitos Autorais, abordando especificamente o Direito de Seqüência e sua impraticabilidade em nosso mercado, pelo modelo anacrônico de seus capítulos e artigos, face a nossa realidade. Recordando alguns pontos, destaquei que a sua elaboração foi formatada à revelia dos maiores interessados: artistas, profissionais do mercado de arte e o consumidor final. Assim, dessa forma equivocada, a Lei 9.610 foi sancionada em 1998. Relembrando: a Lei em vigor determina o recolhimento de um percentual de 5% sobre a mais valia (diferença entre a compra e a venda da obra), em benefício do herdeiro legal.
Como isso se tornou quase impossível de averiguação, e as ações movidas ficaram emperradas e arquivadas, estão querendo fazer adaptações que só tem como objetivo a obtenção de benefícios unilaterais, visando somente a remuneração dos herdeiros e seus advogados.
Recentemente, à sombra de qualquer expectativa animadora de reparar os equívocos dessa malfadada Lei, a Ministra da Casa Civil, através a Subchefia para Assuntos Jurídicos, emite um despacho com teor de Consulta Pública, sugerindo que todos possam contribuir para seu aperfeiçoamento, encaminhando à "Sugestões ao projeto de lei que consolida a legislação sobre direitos autorais e outras providencias", pelo e-mail direitoautoral@planalto.gov.br.
O Texto em apreço encontra-se disponível no endereço htpp://www.planalto.gov.br/ccivil 03/consulta publica/consulta.htm.
Acontece que, ao contrário do que se publica no edital ("... que a relevância da matéria recomenda a sua ampla divulgação, a fim de que todos possam contribuir para seu aperfeiçoamento, e encaminhem eventuais sugestões"), o prazo é escasso, e se encerrará no dia 28 de julho próximo, e sem a menor divulgação, privilegiando apenas aqueles que motivaram tais alterações, e se locupletariam com essas mudanças.
Sugiro a todos os leitores que enviem seus e-mails dando suas sugestões, e solicitando a prorrogação do prazo de, no mínimo, mais 90 dias, para que, estando ao alcance de todos, possa se promover um amplo debate entre os interessados e profissionais do ramo visando tornar exequível essa lei.
Chamo a atenção para o Art.38, inserido na proposta de alteração:
"O autor tem o direito, irrenunciável e inalienável de perceber, no mínimo, três por cento sobre o preço de venda verificado em estabelecimentos comerciais, em leilões ou quaisquer outras transações em que haja a intervenção de um intermediário ou agente comercial, em cada revenda da obra..."
Esse artigo mostra o quão indefinido está essa proposta: Se você vende uma obra, e destina o mínimo dos 3% propostos na emenda sobre essa venda para o beneficiário herdeiro, o mesmo não satisfeito sente-se no direito de reivindicar outros percentuais, uma vez que a lei não estabelece teto, criando a partir daí pendengas jurídicas. Na França, por exemplo, a lei define um mínimo de 0,25% e o máximo de 3% de recolhimento para os beneficiários nos atos das vendas.
Outro fato: Se o autor da obra não quiser transferir seus direitos autorais para seus herdeiros diretos (filho, sobrinho, irmão etc.), ou mesmo, se não os tiver; por que lhe é negado o arbítrio de sua escolha?
Vale a pena inteirar-se sobre o assunto e participar. O mercado de arte, os artistas, os profissionais atuantes e o público comprador de obras de arte agradecem. Dêem suas sugestões, vamos destruir essas tramas que são concebidas na calada da noite, criando novos cartórios usurpadores dos direitos de propriedade.

Mosaico Geraes - por Litza Mattos

Por Litza Mattos
litzasampaio@bol.com.br

Diferencial mineiro
A rica produção artística e cultural de Belo Horizonte agrada aos amantes das artes plásticas, da música, do teatro, da dança e da literatura. Seus atrativos culturais estão espalhados por toda parte, alicerçados em uma infra-estrutura que conta com 36 teatros, 54 salas de cinema e mais de 30 galerias de arte. Além disso, 18 museus recontam a vida da cidade e do Estado de Minas Gerais, expondo objetos que muito importam à historiografia nacional. O pintor e escultor francês, Marcel Duchamp dizia ser “um meio de libertação, de sabedoria, de contemplação e de conhecimento”. Segundo ele, “a arte não é uma categoria separada do viver. O fim da atividade artística não é a obra, mas a liberdade. A liberdade não é o saber, mas o que dele emana”. Nesta coluna que se inaugura na edição número 153 do jornal A Relíquia, mostraremos o papel de BH e MG nesta cena artística.


NOTAS

Feira de Antiguidades é tradição aos sábados

Oferecendo produtos e serviços diversos, as tradicionais feiras populares de Belo Horizonte são também boas opções de passeios culturais. Em alguns casos, a programação desses eventos semanais contam também com espetáculos teatrais, contação de histórias, apresentações musicais e muitas outras atividades gratuitas. Aos sábados existe a Feira de Antiguidades, acontece em um agradável ambiente ao ar livre, sob a sombra de árvores frondosas, e reúne cerca de 30 expositores para a comercialização de móveis e objetos antigos, prataria, louças, artigos para colecionadores, selos, antiguidades em geral, além de adornos.
Serviços
Endereço: Av. Bernardo Monteiro, entre Av. Brasil e R. dos Otoni – Funcionários
Horário: 9h às 16h

Foto: Adriana Araujo Costa

Uma grande coleção histórica e artística brasileira

Até o dia primeiro de Agosto, o Palácio das Artes recebe mais de 5 mil itens de enorme relevância histórica e artística para a cultura brasileira, formando a coleção batizada como Brasiliana Itaú. A coleção foi a última façanha do gestor do banco Itaú, Olavo Egydio de Sousa Aranha Setúbal, falecido em 2008. A Brasiliana Itaú, no entanto, foi criada para agregar itens com valor inestimável não só no campo bibliográfico, mas também no campo das artes plásticas. São quadros a óleo, aquarelas, gravuras, desenhos e objetos de arte em geral, como também a parte documental, que conta com manuscritos assinados por todos os chefes de Estado brasileiros, manuscritos literários e cartografia com mapas que datam até o início do século XVI.
Serviço
Endereço: Galeria Alberto da Veiga Guignard - Palácio das Artes
Data: até primeiro de Agosto
Horário: terça a sábado: 09h30 às 21h; domingos: 16h às 21h
Classificação etária: livre, Entrada franca
Informações: (31) 3236-7400

Foto: Divulgação


Aberta a temporada de cursos da Maison Escola de Arte
A artista plástica Yara Tupinambá e sua equipe formada por um corpo docente de mestres de renome e experiência acadêmica abrem a temporada de cursos e aulas de Pintura, Desenho, Aquarela, Escultura, História da Arte e Crítica da Arte. Essa é a Maison Escola de Arte, com sede em um casarão do século passado tombado pelo Patrimônio Histórico. Uma casa de cerca de 1.000 metros quadrados, localizada na avenida Getúlio Vargas, 167. O espaço também conta com a Galeria Primeiro Andar, destinada à exposição de artes plásticas, e o restaurante Casarão Botica, que oferece uma excelente gastronomia, além de música ao vivo (jazz, blues e MPB). Com mais de três mil alunos formados, em 10 anos de história, a Maison é considerada escola-modelo no ensino de arte. Além disso, exposições coletivas e individuais são realizadas mensalmente, lançando novos artistas e trazendo aqueles já renomados. Mais informações pelo site http://www.maisonescoladearte.com.br/

Foto: Divulgação


Projeto inovador integra a  rede mundial de galerias
Idealizada pelas artistas Angelina Camelo e Clara Valente, com a intenção inicial de abrirem um atelier, o espaço tinha também ares de galeria. Desde sua inauguração, em novembro de 2007, a galeria recebeu cerca de 80 artistas: cerca de 20 internacionais, e mais de 35 brasileiros de diversos estados. Foram dez participações em projetos paralelos e mais de 15 exposições realizadas neste período, a exemplo de galerias internacionais contemporâneas, reunir em um só espaço, ateliê aberto, galeria e espaço para divulgação e propagação da arte em diversos formatos. Atualmente, a galeria está sob a direção de Angelina Camelo apenas. O principal elemento impulsionador da mini galeria no desenvolvimento de suas atividades é promover a colaboração entre artistas e galerias mundiais para ampliar e enriquecer o diálogo entre as formas de produção e expressão artísticas do cenário contemporâneo. Por isso, em 2009, a convite da revista catalã Rojo Magazine, a galeria passou a integrar a rede mundial de galerias Artspace®, ação bem sucedida da revista que seleciona galerias em todo o mundo e que tem como preocupação a promoção de intercâmbio com formas variadas de expressão. O projeto consiste em levar um coletivo de artistas formados pela da mini galeria para expor em uma galeria de outro estado ou país e depois expor os artistas de outras galerias, dentro da mini. Mais informações pelo site http://www.minigaleria.com/.

Joshua & Jabulani - por Ricardo Kimaid

Por Ricardo Kimaid
rkimaid@uol.com.br

Corre pela Internet uma história muito interessante, sobre um fato ocorrido na porta do Metrô de Nova York. Um jovem, trajando calca jeans, camiseta e boné, sacou um violino da caixa, e começou a tocá-lo para a multidão que por ali passava. As pessoas seguiam seus rumos indiferentes ao que acontecia, e por um longo período ninguém sequer parou para contemplar as melodias que o jovem oferecia ao publico, ou se perguntar quem seria ele. O músico era apenas Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, que portava um “Stradivarius” de 1713, cujo valor supera a casa de U$ 3 milhões, e acabara de se apresentar em Boston, no Synphony Hall, com ingressos vendidos pela bagatela de U$ 1.000.
Essa experiência foi gravada no Metro em vídeo, e foi encomendada pelo jornal Washington Post, cuja finalidade seria um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão que se chegou é de que estamos acostumados a dar valor às coisas que estão contidas num contexto: Bell, no Metro, era uma mera obra de arte sem moldura, um artefato sem etiqueta de grife.
Esse vídeo traz “Serenade”, de Schubert, tocado como fundo musical, pelo violino de Bell. Fantástico!
Independente de o fato ser verídico, vale para ilustrar uma triste e verdadeira constatação quanto à escolha dos valores pela humanidade; os menos atentos, que são consumidores induzidos e conduzidos, e os que se sensibilizam pelo conteúdo, colocando em plano secundário, embalagem e o clamor proveniente das instituições que detém o poder financeiro. Lamentável, mas real!
Esse fato requer uma profunda reflexão: será que um dia a humanidade acordará para enxergar como se tornou um joguete nas mãos dos mais poderosos e espertos?
O maior exemplo da força desse poder está hoje diante nosso nariz: A Copa do Mundo. Um torneiozinho mambembe de futebol, cujo título se alcança com sete joguinhos, pára uma nação! Alguém já parou para avaliar a mobilização fomentada por essa mídia massificante, que monopoliza todos os meios de comunicação, compradas a peso de ouro para promover uma euforia insana, subjugando qualquer ação que contrarie os interesses dessa loucura?
São milhares de jornalistas, jornais, emissoras de televisão, rádios e todos meios de comunicação a massacrar-nos com superficialidades como, por exemplo, jabulanis e vuvuzelas entre outras inexpressivas matérias, colocando de lado as prioridades que conflitam com nossa realidade. Minha gente já imaginou toda essa força trabalhando para resgatar as instituições em estado falimentar de nosso país?
O ser humano esta perdendo o poder crítico, o poder de avaliação, o poder de pensar. Não tem tempo: está indo ou vindo, com o celular na mão e o pensamento voltado para as conquistas materialistas que estão ao seu alcance. Não mais sabe distinguir o valor intrínseco de seus semelhantes; ele vale pelo que têm e não pelo que é. Não mais contempla o céu, o mar ou a natureza. Não observa o que há de belo em sua volta, pois são detalhes imperceptíveis aos olhos de sua ignorância.

Referência para colecionadores e marchands, Salão de Arte chega à sua 17ª edição

Consagrado como referência nacional para colecionadores e marchands, o Salão de Arte chega à sua 17ª edição, com a participação de 60 expositores, entre galeristas, antiquários, designers de jóias e colecionadores. Distribuída numa área de 3.500 metros quadrados dentro do clube A Hebraica, a exposição reunirá obras que traduzem as tendências do mercado de arte nacional e internacional. Trata-se da mostra pioneira em seu formato realizada anualmente, sem interrupção e, por essa razão, ocupa posição consolidada no calendário cultural brasileiro.
A relação de participantes inclui importantes galerias e antiquários de todo o país e convidados do exterior, como Luis Alegria, de Portugal, e a Galeria SUR, do Uruguai. A relação de expositores inclui, ainda, galerias especializadas em arte estrangeira, como o japonês Minoru Nakahashi e a portuguesa Manuela Lírio. Eduardo Bettega Curial, artista contemporâneo holandês, terá seu próprio stand.
A Sala especial, que a cada ano apresenta um tema diferente, nesta edição terá seu foco voltado para os 170 anos de fotografia no Brasil, com a curadoria de Max Perlingeiro. A programação prevê também, para o dia 17, o lançamento do livro "Caminhos da Cor" de Sergio Telles. Nos dias 20 e 21 acontecem os leilões de jóias e relógios, às 17 e 20 horas, respectivamente.
Toda a renda proveniente dos convites para a abertura e da bilheteria durante todo o evento será doada à ACTC (Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração), entidade de apoio a pacientes atendidos pelo Incor. No ano passado, a arrecadação destinada à ACTC superou os 210 mil reais.
O Salão de Arte será inaugurado, para convidados, dia 16 de agosto. De 17 a 20 estará aberto ao público das 15 às 22 horas e nos dias 21 e 22 das 13 às 21 horas. O evento acontecerá na Sala Marc Chagall do clube A Hebraica, com ingressos a R$ 25.

Vera Chaccur Chadad

Sala Especial: Fotografia arte e técnica - imagens de 170 anos de história
A 17ª edição do Salão de Arte ocorre na semana que compreende o dia 19 de agosto, conhecido como "Dia Mundial da Fotografia", em referência à comunicação da invenção da daguerreotipia, feita em Paris, em 19 de agosto de 1839 pelo físico e político François Arago. Uma semana, portanto, mais do que oportuna para celebrar essa invenção que mudou a forma de relacionamento do ser humano com o mundo a ponto de Bachelard ter denominado o século XX de "século da imagem" e nosso tempo ser conhecido como "a civilização do olhar".
O corrente ano de 2010 assinala o 170º aniversário da introdução da daguerreotipia no Brasil, feita em 17 de janeiro de 1840 pelo abade francês Louis Compte (amigo pessoal de Daguerre), no Rio de Janeiro, fazendo do Brasil um dos primeiros países do mundo a ingressar na era fotográfica.
A proposta para o 17º Salão de Arte da Hebraica seria a de montar uma espécie de Gabinete de curiosidades fotográficas a partir da Coleção Daniel Karp Vasquez, retraçando a evolução técnica da fotografia desde os primórdios até a atual fase de transição para a imagem digital, enfatizando o papel do livro não só como elemento de difusão fotográfica mas também, e principalmente, como meio de expressão artística e/ou pessoal para os fotógrafos.

Serviço
SALÃO DE ARTE 2010 - 17ª Edição
Organização: Vera Chaccur Chadad
Abertura beneficente: 16 de agosto, às 19h - para convidados.
Visitação: de 17 a 22 de agosto de 2010
Local: Clube A Hebraica - Sala Marc Chagall
Rua Dr. Alberto Cardoso de Mello Neto, 115
Jardins São Paulo (SP) Tel.: (11) 3088-2625
Leilão de Jóias: 20 de agosto (sexta-feira) às 17horas
Leilão de Relógios: 21 de agosto (sábado) às 20horas
Horários: Terça à sexta, das 15h às 22h; Sábado e domingo, das 13h às 21h;
Ingressos: R$ 25,00 (dinheiro ou cheque). A renda da bilheteria será revertida à ACTC (Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração)
Acesso para portadores de necessidades especiais; ar-condicionado.
Site oficial: www.salaodearte.com
Estacionamento: Vallet Service Estapar
R$ 17,00
Espaço gastronômico: Citron Gastronomia

EXPOSITORES
* Almeida e Dale - SP * Country House Antiques - SP * Antonio Lordello - SP * A Ponte Galeria de Arte - SP * Carlos Alberto Marques - SP * Collectors Séc XX - SP * Cristiane Musse - Salvador, BA * Daniel Berringer - SP * Dominique Edouard Baechler - SP * TNT Escritório de Arte - RJ * Arte 57 - SP * Escritório de Arte Antigo e Moderno - Campinas, SP * Eva Zorzetti - SP * Fernando Braga - RJ * Gigi Pinto Thomaz - SP * Hilda Araújo - SP * Dan Galeria - SP * James Lisboa - SP * Galeria SUR - Montevideo, Uruguay * Casa Moreira - Salvador, BA * Dedalo Leilões - SP * Caloula Filho Antiguidades - Salvador, BA * Sandra & Marcio - Belo Horizonte, MG * Sara - SP e RJ * Laura Marchi - SP * Luis Alegria - Portugal * Luiz Caribé Escritório de Arte - SP * Dom Quixote - RJ * Manuel Guimarães - RJ * Lordello & Gobbi - SP * Marco Antonio Bruco - SP * Marco Grili - Belo Horizonte, MG * Casa das Artes - SP * Mauricio Meirelles - Belo Horizonte, MG * Mauricio Pontual - RJ * Pinakotheke - RJ * Miriam Mamber - SP * Monica Botelho - SP * Murilo Castro - Belo Horizonte, MG * Patrícia MB Gotthilf - SP * Paulo Kuczynski - SP * Onze Dinheiros Escritório de Arte - RJ * Rafael Moraes - SP (interior) * Vieira Limoli Antiques - SP * Roberto Alban - Salvador, BA * Fólio Livraria Antiquaria - SP * Ruth Grieco - SP * Sergio Barcellos Telles - SP * Almacén Galeria - RJ * Resplendor - SP * Galeria Estação - SP * Simões de Assis Galeria de Arte - Paraná * Minoru Nakahashi - SP * Manuela Lírio - RJ